Fora da caridade não há salvação

Allan Kardec

Filho de Jean Baptiste Antoine Rivail, magistrado, e Jeanne Louise Duhamel, de uma família de teólogos, matemáticos e escritores, Hippolyte Léon Denizard Rivail foi economista e contador, professor, filólogo, jornalista, tradutor, editor, teólogo e filósofo, um sábio, enfim, e muito mais: o Codificador do Espiritismo, imortalizado com o pseudônimo de Allan Kardec.

Formado na Escola de Jean-Henri Pestalozzi, em Yverdun, Suíça, tornou-se o discípulo predileto desse grande educador, um propagandista eficiente de seu sistema de educação, que tão grande influência exerceu sobre a reforma do ensino, tanto na França como na Alemanha, e ainda é empregado, modernamente em muitos países.

Tinha aptidões especiais para o magistério, reveladas desde catorze anos de idade, quando transmitia aos seus colegas de aulas, em dificuldades, o que sabia. Mais tarde, de 1835 a 1840, em sua casa da Rua de Sèvres, fundou, para servir á Cultura, cursos gratuitos de Química, Astronomia, Matemática, Retórica, Anatomia Comparada, etc. etc. A Academia Real de Arras lhe premiou, em 1831, uma memória: "Qual o sistema da estudos mais em harmonia com as necessidades da época". Nome ilustre de intelectual.. Mestre de valor.

Em 1855, levado pelo entusiasmo do seu amigo Fortier e por seu amor à verdade, Allan Kardec entregou-se às observações perseverantes sobre os fenômenos das mesas girantes e falantes, e foi o primeiro a apresentar uma teoria relativa a tais fatos, e a formar com eles um corpo de doutrina, sendo considerado, por isso, o Pai do Espiritismo. Sua aceitação da realidade só se deu, todavia, depois de algum, tempo, de muita pesquisa e experimentação. Não era dado a crer facilmente, a tudo aceitar sem maior exame.

E por ser assim, homem de análise e de ciência, abriu caminhos novos para o mundo, descerrando o véu da vida espiritual. Desencarnou aos 65 anos pois sofria de uma moléstia do coração, que pedia repouso absoluto, e ele se recusava a isso para ocupar-se do seu imenso e inadiável trabalho, sua grande obra, que ficou inacabada. O que fez, contudo, coloca-o, definitivamente, entre os grandes benfeitores da Humanidade. Foi alvo das maiores injustiças, de inimigos gratuitos e implacáveis, que, para feri-lo, lançaram, mão da intriga e do injúria; vítima, também, de falsos amigos. Nunca lhe faltou, porém, o apoio dos Bons Espíritos e de sua esposa, a prof.a. Amélie Gabrielle Boudet, culta, sua colaboradora e continuadora.

Homenagem do Jornal do DIJ da Federação Espírita do DF

Jornal do Bicentenário de Allan Kardec